Dimitri Cervo lança o seu segundo CD autoral, gravado em Caracas, com a Orquestra Sinfônica da Venezuela

Com interpretações e qualidade sonora de excelência, “Música Sinfônica” reúne cinco obras do compositor e regente, gravadas em julho de 2018 em meio à delicada situação social e política do país vizinho.

“Há na música de Dimitri Cervo um território de imaginação, de intensidades dos sons, de realização poética, e de fluência de um espírito musical generoso, lírico, amigo do encanto. Há também a expressão de uma identidade brasileira exuberante, bem desenhada em jardins sonoros que vão e vêm de Villa-Lobos e Burle Marx, da Amazônia e de nosso lastro indígena, da vitalidade telúrica de árvores imensas, que se erguem como sinais daquele vigor cósmico ambicionado pela Arte. Eis aqui a força da grande música na obra de um mestre em seu apogeu artístico.” Francisco Marshall

Não existem barreiras, limites e fronteiras para a música, sejam culturais, políticas ou geográficas. Resultado dos trabalhos para um concerto autoral na série internacional da Orquesta Sinfónica de Venezuela, em Caracas, o compositor e regente Dimitri Cervo lança o seu segundo CD, Música Sinfônica, reunindo obras compostas entre 1998 e 2012. Sob condições políticas e sociais delicadas, o disco foi magistralmente gravado por Danilo Alvarez, engenheiro de som vencedor do Grammy Latino em 2017, pelo disco Fiesta, com o maestro venezuelano Gustavo Dudamel. O CD Música Sinfônica já se encontra nas plataformas digitais, e em duas semanas recebeu mais de 12 mil audições no Spotify.

Foto: Junior Careca

Esse álbum é fruto da vivência de Dimitri Cervo com os músicos da orquestra e com diversos personagens da sociedade venezuelana, no contexto de um país assolado por uma crise de vasta magnitude. A importância e solidez do movimento El Sistema, projeto visionário criado pelo maestro José Antonio Abreu (1939-2018), fez os grupos orquestrais serem disseminados por toda a Venezuela,tornando-os laboratórios para o desenvolvimento de milhares de jovens, fazendo da música clássica um patrimônio de toda a sociedade. O sucesso desse projetochamou a atençãodo mundo. “Ao trabalhar com um grupo no qual os integrantes são oriundos do El Sistema pude sentir a força do legado do maestro Abreu: indivíduos imbuídosdo espírito de comunhão, interdependência e solidariedade através da arte”, revela Cervo.

O álbum inicia com Abertura Brasil 2012 Bis, obra estreada pela Orquestra Sinfônica Brasileira, sob a regência de Leandro Carvalho, e uma das composições mais executadas do compositor. Para essa nova versão, bis, Cervo se inspirou nos aperfeiçoamentos que Beethoven realizou em sua abertura Leonora nº 3. Canauê, criada em 2007, é a nona e última obra da Série Brasil 2000, conjunto de obras para diversas forças instrumentais, na qual o compositorrealiza uma síntese estética de elementos da música brasileira e dominimalismo. O Concerto para Flauta e Cordas é a quinta obra da Série Brasil 2010, umanova série de obras dedicada a concertos solistas com orquestra de cordas, de câmara ou sinfônica, com estética hibridizada a partir de diversas influências. Ele é interpretado no CD pelo flautista James Strauss. Brasil Amazônico é a obra que inaugura a Série Brasil 2000, efoiapresentada pela primeira vez por Isaac Karabtchevsky e a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Encerrando o CD, “Toronubá”, criada no ano de 2000, foi escrita em memória aos índios brasileiros que resistiram à invasão Europeiaa partir de 1500. Foi estreada na versão para orquestra de câmara pelosmaestros Lutero Rodrigues e Guilherme Mannis, e, em 2011, Cervo realizou aversão para grande orquestra, estreada pela Orquestra Municipal deSão Paulo, com regência de Wagner Polistchuk.

Dimitri Cervo

Foto: Junior Careca

Nascido em 1968, é autor de obras multifacetadas como Toronubá, Renova-te e Abertura Brasil 2012, e um dos mais inventivos e destacados compositores da atualidade. A sua atuação abarca a composição e, como intérprete de sua obra, a regência e o piano. Em sua trajetória destacam-se estreias e reapresentações de obras como Abertura Brasil 2012 e Abertura Rio 450 Anos, pela Orquestra Sinfônica Brasileira; o Concertante para Tímpanos e a Abertura Rio 2014, obras encomendadas pela Orquestra Petrobras Sinfônica; e Toronubá, na turnê nacional da Sinfônica de Sergipe.

Em 2015 a Abertura Brasil 2012 foi apresentada no Festival de Campos de Jordão e na Sala São Paulo, sob a regência de Isaac Karabtchevsky. Em 2017, o compositor regeu Toronubá frente à Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, e realizou, ao piano solista, a estreia da Rapsódia Maracatu, para piano e orquestra, obra encomendada pela FUNARTE para a XXII Bienal do RJ. Em 2018, realizou um concerto autoral com a Orquestra Sinfônica da Venezuela, em Caracas, oportunidade na qual gravou o recém-lançado álbum Música Sinfônica. Ainda em 2018, as obras Toro-Lobiana e Abertura Brasil 2012 receberam as suas estreias norte-americanas pelo BoCoCelli, grupo de cellos do Conservatório de Boston, tendo sido também apresentadas em Viena e Seul. Em 2019, a sua obra Paisagens Brasileiras foi encomendada e apresentada no Salem Music Festival, NY.

Dimitri Cervo realizou os seus principais estudos musicais de piano, composição e regência, no Brasil (UFRGS), Itália (Accademia Chigiana) e Estados Unidos (University of Washington).  Desde 2006 é professor associado do Departamento de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 

CD “MÚSICA SINFÔNICA” – Dimitri Cervo

Dist. TRATORE

Preço médio: R$ 39,00

Ouvir online – https://open.spotify.com/album/3JryDxrpTBgCGy4K3zXuVq

CD físico disponível na Loja Clássicos http://www.lojaclassicos.com.br/

FICHA TÉCNICA – CD “MÚSICA SINFÔNICA”

Produzido por Dimitri Cervo e James Strauss

Engenheiro de Som – Danilo Alvarez

Masterização e Finalização – Marcos Abreu

Arte Gráfica – EROICA conteúdo – Caio Amon

Ilustração a partir do desenho – Jose Luis Salgueiro

Tradução – Aleph Cervo

Gravado entre os dias 9 e 13 de julho de 2018, em Caracas,

no Auditórium Emil Friedman
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Duo Santoro se apresenta com os filhos na Casa Museu Eva Klabin, sábado, 20 de julho, com entrada gratuita

Dentro da série “Concertinhos de Eva”, gêmeos violoncelistas e seus filhos violinistas, Pedro e Marcela Santoro, apresentarão de Mozart a Luiz Gonzaga e Villa-Lobos

Com 29 anos de atividades ininterruptas completados em 2019, já tendo se apresentado nos Estados Unidos, na Argentina e na República Dominicana, e com três CDS gravados, todos dedicados à música brasileira, o Duo Santoro (Paulo e Ricardo Santoro, violoncelos) fará no dia 20 de julho, sábado, às 16h, na Casa Museu Eva Klabin, um concerto muito especial, no qual contará com as participações mais do que especiais de seus filhos ao violino: Pedro (seis anos) e Marcela (cinco anos). Na primeira parte do programa, serão apresentadas músicas clássicas conhecidas por todo o público. Na segunda parte, o Duo Santoro se junta ao Duo Santorinho para fazerem uma seleção de músicas do cancioneiro infantil de todas as épocas. Uma tarde de sábado emocionante e muito carinhosa para todos os que comparecerem à Casa Museu Eva Klabin.

DUO SANTORO

Considerado pelo jornal O Globo como “um dos maiores sucessos da música erudita brasileira”, o Duo Santoro é, desde a sua estreia em 1990, o único duo de violoncelos em atividade permanente no Brasil. Seus recitais incluem um leque eclético de estilos, que vai do erudito ao popular, com alguns dos principais compositores brasileiros dedicando importantes obras ao Duo, tais como Edino Krieger, Ronaldo Miranda, João Guilherme Ripper, Dimitri Cervo, Ricardo Tacuchian, Villani-Côrtes etc. São Mestres pela UFRJ e pela UNIRIO e pertencem aos quadros da Orquestra Sinfônica Brasileira e da Orquestra Sinfônica da UFRJ.

Nas comemorações de seus 20 anos, em 2010, se apresentaram em todo o Brasil e na República Dominicana, coroando o ano com um recital no Carnegie Hall de Nova York. Em 2013, lançaram seu primeiro CD, “Bem Brasileiro”, dedicado a compositores brasileiros do século XX e contemporâneos, e, em 2017, lançaram o segundo CD, “Paisagens Cariocas”, dedicado à música brasileira erudita e popular, sendo eleito um dos “10 álbuns imperdíveis de música erudita” pela Revista Bravo de São Paulo. No ano passado, se apresentaram no Teatro Real de Córdoba (Argentina) e gravaram o CD “Retratos de Brasil en Córdoba”, como solistas da Orquesta Académica del Teatro del Libertador, interpretando o concerto “Duplum” de João Guilherme Ripper, dedicado ao Duo Santoro.

SERVIÇO

Sábado, 20 de julho de 2019 – Duo Santoro e Duo Santorinho na Casa Museu Eva Klabin

Horário: 16h

Distribuição de senhas: a partir das 15h

Endereço: Av. Epitácio Pessoa, 2480 – Lagoa

Entrada franca

Informações: (21) 3202-8554

PROGRAMA

W. A. MOZART                                                       – Pequena Serenata Noturna

L. BEETHOVEN                                       – Fantasia sobre a 5ª Sinfonia

H. VILLA-LOBOS                                                  – O Trenzinho do Caipira

DIMITRI CERVO                                                   – Pedro e Marcela

ZEQUINHA DE ABREU                                        – Tico-Tico no Fubá

ZÉ DO NORTE/LAMPIÃO                                    – Mulher Rendeira

LUIZ GONZAGA/HUMBERTO TEIXEIRA          – Asa Branca/Baião

CANCIONEIRO INFANTIL                                              – Músicas variadas

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“Sinfonia das Florestas”, de Ricardo Tacuchian, estreia no Rio, dia 12 de julho, sexta, pela Orquestra Sinfônica Nacional, na Sala Cecília Meireles

Apresentada na Espanha, em 2013, e em Niterói, no ultimo dia 7, obra orquestral lança luz sobre relevantes questões atuais, como desmatamento, queimadas e proteção ambiental

No ano em que se festeja os 80 anos do compositor e regente Ricardo Tacuchian, um dos mais prestigiados do país e membro da Academia Brasileira de Música, uma estreia de grande porte dá brilho a uma extensa agenda de comemorações ao logo de 2019. A saber dos profundos cortes no meio da música clássica (e no cultural, como um todo), é de se louvar a estreia no Rio de sua “Sinfonia das Florestas” na Sala Cecília Meireles, no dia 12 de julho, sexta-feira, com a Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, sob regência de Tobias Volkmann e com a participação da soprano Marianna Lima. A estreia nacional aconteceu no último dia 7 de julho, pela mesma orquestra, no Cine Arte UFF.

Escrita em 2012 em quatro movimentos para orquestra sinfônica e solo de soprano, a obra sinfônica só foi apresentada fora do país, em 2013, quando teve sua estreia mundial nas três cidades de Castilla e Léon (Espanha), pela Orquesta Sinfónica del Conservatorio Superior de Música de Castilla-León, sob a regência do Maestro Javier Castro e com a participação da soprano espanhola Sofía Pintor, com surpreendente resposta do público espanhol.

A obra está dividida em quatro movimentos: 1. Amazônia; 2. Cerrado; 3. Queimadas; e 4. Mata Atlântica. A “Sinfonia das Florestas” é uma obra que guarda algumas referências da forma Sinfonia. Apesar de reportar-se às florestas brasileiras, é, na realidade, uma metáfora de todas florestas do mundo que correm o risco de desaparecer.

Impossível não traçar paralelos com a atual política governamental de proteção ao meio ambiente. “Não se trata de uma obra folhetinesca”, afirma Tacuchian. “Seus objetivos são antes poéticos, embora se refira a um dos problemas mais marcantes da humanidade, na atualidade: a luta pela preservação das florestas do mundo como uma das formas de atenuar o aquecimento global e o prejuízo do bioma de nosso planeta”, completa. Os textos dos poetas Thiago de Mello, no primeiro movimento, e de Gerson Valle, no quarto movimento, são apresentados numa aura de dor e êxtase. O terceiro movimento, Queimadas, é quase uma denúncia contra os desmatamentos e queimadas que degradam as nascentes fluviais, poluem o ambiente e ameaçam a biodiversidade. “No entanto, a obra é otimista e mostra que há ainda tempo para a volta ao bom senso pelas autoridades que governam o mundo e pelas pessoas comuns que nele habitam”, conclui o compositor.

A obra é dedicada ao Maestro JOSÉ SIQUEIRA, seu Professor de Composição na Universidade e quem o ensinou a amar o Cerrado. Aliás, várias obras de Tacuchian exploram a temática ecológica da Sinfonia das Florestas, como Dia de Chuva (1963), Estruturas Verdes (1976), Terra Aberta (1997) e Biguás (2009), entre outras.

A estreia da obra orquestral é uma das muitas atividades previstas ao longo do ano dentro das comemorações dos 80 anos do compositor. Serão lançados ainda diversos registros fonográficos de suas composições: “Pimenta Malagueta”, para violino solo, estará no CD do grupo Imago Mundi; a pianista Martha Marchena fez a gravação de “Il fait du soleil” para a Radio Nacional de Espana/Radio Clasica; o Duo Burajiru lançará um disco com sua obra completa para viola; “Gengibre” ganhará o registro no CD de Philip Doyle (trompa solo); e o saxofonista Pedro Bittencourt fará sua leitura para “Delaware Park Suite” (para saxofone e piano).

SERVIÇO:

12/07, sexta-feira – Orquestra Sinfônica Nacional da UFF estreia “Sinfonia das Florestas”, de Ricardo Tacuchian

Local: Sala Cecília Meireles

Horário: 20:00

Endereço: Largo da Lapa, 47, Lapa, Rio de Janeiro

Ingressos: R$ 40,00 inteira – R$20,00 estudantes e idosos.

Ingressos à venda na bilheteria da Sala e online através da Ingresso Rápido:

(+55) 21 2332-9223

(+55) 21 2332-9224

www.salaceciliameireles.rj.gov.br

www.ingressorapido.com.br

A estreia nacional da Sinfonia das Florestas será no dia 07 de julho (domingo) às 10,30 horas, no Cine Arte UFF (Rua Miguel de Frias, 9 em Niterói).

Prelúdio 21 convida trio de flauta, violoncelo e piano para concerto gratuito, neste sábado, 29, na Cinelândia

No Centro Cultural Justiça Federal, Sergio Barrenechea (flauta), Hugo Pilger (violoncelo) e Lucia Barrenechea (piano) apresentarão obras do grupo carioca de compositores contemporâneos

A temporada de concertos gratuitos no Centro Cultural Justiça Federal (Cinelândia) do grupo carioca de compositores Prelúdio 21 prossegue, neste mês coma apresentação, neste sábado, dia 29 de junho, às 15h, do programa “Flauta, violoncelo e piano”. Desta vez, os intérpretes convidados serão Sergio Barrenechea (flauta), Hugo Pilger (violoncelo) e Lucia Barrenechea (piano). Os concertos da série “Prelúdio 21 – Música do Presente” acontecem sempre no último sábado de cada mês. Atualmente, o grupo é formado pelos compositores Alexandre Schubert, Caio Senna, J. Orlando Alves, Marcos Lucas, Neder Nassaro e Pauxy Gentil-Nunes.

Prelúdio 21

Sete compositores se reuniram em 1998 com o intuito de divulgar sua música e a música erudita contemporânea em geral, através da organização de recitais e de palestras abertas ao público com compositores brasileiros e estrangeiros para apresentarem seus trabalhos, visando o intercâmbio de experiências. De lá pra cá, o grupo amadureceu e se estabeleceu como um dos mais importantes grupos de música contemporânea do país, virando referência internacional. Desde 2008, o Prelúdio 21 realiza sua série de concertos no Teatro do Centro Cultural Justiça Federal, com uma média de público de 70 pessoas por concerto, com um total de mais de 600 espectadores por temporada. A série se estabeleceu como a mais importante da música contemporânea brasileira. Neste ano, a série terá ainda outros oito concertos, sempre no último sábado de cada mês, às 15h, até novembro. Em dezembro, o concerto de encerramento será no segundo sábado do mês, dia 10.

A série se destaca como a única permanente de música contemporânea na cidade do rio de janeiro, e vem sendo considerada uma das mais importantes do Brasil. O grupo já foi objeto de artigo na revista científica “Hodie” (“Grupo Prelúdio 21 – Uma Perspectiva”) que estuda justamente sua série que acontece há 8 anos ininterruptos no Centro Cultural Justiça Federal. Em 2012, o grupo foi indicado ao Grammy Latino com o seu CD “Prelúdio 21 – Quartetos de Cordas”, na categoria “Melhor Álbum de Música Clássica”.

O grupo segue sua trajetória com importantes resultados já apresentados como temporadas com mais de 1000 espectadores e concertos em espaços como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Sala Cecília Meireles e Oi futuro, além da já consagrada série no Centro Cultural Justiça Federal.


Serviço:

29 de junho, sábado  – Prelúdio 21 convida Sergio Barrenechea (flauta), Hugo Pilger (violoncelo) e Lucia Barrenechea (piano)

Horário: 15h

Centro Cultural Justiça Federal – Teatro

Av. Rio Branco, 241 – Centro

Tel. (21) 3261-2550

Entrada Franca – Distribuição de senhas meia-hora antes

Classificação Livre

PROGRAMA

Caio Senna – “As Cidades Contínuas”

            flauta: Sergio Barrenechea; violoncelo: Hugo Pilger; piano: Lucia Barrenechea

Pauxy Gentil-Nunes – “Três peças da Suite Ituiutaba”

            piano: Lucia Barrenechea

J. Orlando Alves – “Insistências”

            flauta: Sergio Barrenechea; violoncelo: Hugo Pilger; piano: Lucia Barrenechea

Neder Nassaro – “Aglomeração”

            violoncelo: Hugo Pilger; piano: Lucia Barrenechea

Alexandre Schubert – “Trio, para flauta, violoncelo e piano”

            flauta: Sergio Barrenechea; violoncelo: Hugo Pilger; piano: Lucia Barrenechea

Marcos Lucas – “Blow, Blow Thy Winter Wind”

            flauta: Sergio Barrenechea; violoncelo: Hugo Pilger; piano: Lucia Barrenechea

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Sylvia Thereza lança seu novo CD em concerto único no Rio, sábado, 18/05, na Sala Cecília Meireles

Apadrinhada pela célebre pianista Maria João Pires, que a levou para Bélgica dividindo o palco inúmeras vezes ao redor do mundo, pianista carioca recentemente premiada na edição Martha Argerich do Concurso Internacional de Piano de Vigo (Espanha,2019) lança no Rio o CD “O Manifesto Romântico”, reunindo baladas de Brahms e Chopin

 “Fiquei profundamente impressionado com a sensibilidade e personalidade muito particular desta jovem pianista que me emocionou profundamente e ouso prever uma carreira brilhante graças a todas as suas grandes qualidades artísticas” – Teresa Berganza, 2004

  “Aqui está alguém que é extremamente talentoso!  Raramente na minha vida encontrei alguém com tantas qualidades humanas e artísticas ”- Maria João Pires, 2012

Foto: Yannis Gutmann

 “Dona de um raro pianismo, extremamente entusiasta, séria e  possuidora de um temperamento muito singular.” – Nelson Freire, 2004

 “Ela é uma musicista dedicada, uma esplêndida pianista!  Possui uma habilidade pianística rara e grande personalidade. ”- Earl Wild, 2006

 “O que quer que Sylvia Thereza interpreta tem o selo, paixão e sensibilidade de sua personalidade verdadeiramente única… Um dos artistas mais notáveis que eu já tive o privilégio de ensinar.” – Alan Weiss, 2014

Foto: Yannis Gutmann

Vencedora de 12 competições de piano – entre as quais o disputado e prestigiado Concurso Nelson Freire (Rio de Janeiro, 2004) e, recentemente, em 2019, na “Edição Martha Argerich” do Concurso Internacional de Piano de Vigo, na Espanha, com um Juri formado por Martha Argerich, Nelson Freire, Tamas Vasary e Sergio Tiempo – a pianista Sylvia Thereza, radicada na Bélgica, retorna à cidade natal e sobe ao palco da Sala Cecília Meireles (Lapa), dia 18 de maio, sábado, para lançar seu novo CD “O Manifesto Romântico”, interpretando com maestria e sensibilidade um repertório formado por baladas de Brahms e Chopin.

A pianista tem sido regularmente convidada para tocar em muitos Festivais e Orquestras, como a Orquestra de Jovens da Filadélfia, Orquestra Sinfônica de São Paulo, Orquestra Sinfônica Brasileira e Orquestra de Câmara do Kremlin, Hannover Chamber Orchestra, Brussels Philharmonic, entre outros. Sylvia vem se apresentando desde os seis anos como solista, camarista e recitalista em toda a Europa, Américas, Oriente Médio, Coréia do Sul e Japão. Sua maneira de experimentar a arte a levou de importantes Salas de Concertos e Festivais ao redor do mundo. Camarista entusiasta, toca regularmente com a lendária pianista Maria João Pires, com o violinista russo Michael Taits, em trio com Ning Kam (violino) e Judith Ermert (violoncelo), e com a cellista alemã Judith Ermert. Premiada no ‘Concurso Internacional de piano em Vigo, Espanha’.

Nascida no Rio de Janeiro, iniciou seus estudos musicais improvisando com o pai aos três anos de idade.  Logo chamou a atenção do métier musical no Brasil e depois continuou seus estudos com grandes figuras da tradição pianística sul-americana: Maria da Penha, discípula de Marguerite Long, Guiomar Novaes e Jozef Turczynski;  e Myrian Dauelsberg, discípula de Vlado Perlemuter e Heitor Villa-Lobos. Mme. Dauelsberg grande empreendedora cultural brasileira, além de escepcional professora foi a principal e maior incentivadora de seus primeiros anos de carreira. O talento de Sylvia Thereza mais tarde chamou a atenção para os EUA, onde foi patrocinada para estudar com a pianista russa Bella Davidovich, em Nova York, e mais tarde na Bélgica, com Alan Weiss, no programa de mestrado da Universidade de Leuven.  Apoios preciosos também vieram de Nelson Freire, Earl Wild e Sergio Tiempo.

            Como parte de seu compromisso social e filosofia musical, Sylvia desenvolveu um projeto pioneiro que introduziu a música clássica para mais de 12.000 crianças que vivem nas condições sociais mais desfavorecidas, trabalho que contou com o apoio da atriz Malu Mader e do Ministério da Cultura.

Sylvia, desde muito cedo, além da carreira de concertista, sentiu a necessidade de desenvolver uma metodologia especial que reunisse profundidade filosófica, experimentação lúdica e o lado resiliente da arte, combinando a visão artística de Villa-Lobos, Kodály e Gramani.  Esta abordagem da vida e da arte aproximou-a muito da pianista internacionalmente aclamada Maria João Pires, que a abraçou como sua protégée.  Depois de ensinar Sylvia Thereza por vários anos, e dividindo o palco em muitos países ao redor do mundo, Maria João Pires convidou-a para ser professora assistente na Chapelle Musicale Reine Elisabeth na Bélgica, cargo que ocupou de 2012 a 2016.

É fundadora da Uaná  (Association four the Arts) na Bélgica, organização que está trazendo a Arte para crianças desfavorecidas social e fisicamente, reunindo grandes nomes do mundo musical para este compromisso – através da educação musical, concertos, exposições e gravações.

SERVIÇO:

18/05, sábado – Sylvia Thereza lança o CD “O Manifesto Romântico”

Local: Sala Cecília Meireles

Endereço:  Rua da Lapa, 47 – Lapa, Rio de Janeiro

Ingressos: R$40,00 (inteira) / R$20,00 (meia-entrada)

Faixa etária: Livre

Telefone:  (21) 2332-9223

Programa:

Brahms- 4 baladas op.10

Chopin – Balada n.1 op.23

               Balada n.2 op.38

               Balada n.3 op.47

               Balada n.4 op.52Fábio CezanneCezanne Comunicação – Assessoria de Imprensa em Cultura e Arte
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Duo Santoro faz homenagem ao Dia das Mães na Cidade das Artes, domingo, 12 de maio

Gêmeos violoncelistas vão contar com a participação de seus filhos no violino: Pedro Santoro (6 anos) e Marcela Santoro (5 anos)

Com 29 anos de atividades ininterruptas completados em 2019, já tendo se apresentado nos Estados Unidos, na Argentina e na República Dominicana, e com três CDS gravados, todos dedicados à música brasileira, o Duo Santoro (Paulo e Ricardo Santoro, violoncelos) fará no domingo, dia 12 de maio, dia das mães, na Cidade das Artes, um concerto especial: “Duo Santoro para mães e filhos”, em homenagem a todas as mães e seus filhos.

Na primeira parte do programa, serão apresentadas pérolas da música clássica e da música popular, que, com certeza, agradarão as mães presentes ao concerto. Na segunda parte, o Duo Santoro contará com as participações mais do que especiais de seus filhos Pedro (seis anos) e Marcela (cinco anos) ao violino, o Duo Santorinho, e, juntos, o quarteto fará uma seleção de músicas do cancioneiro infantil de todas as épocas, na qual pretendem contar com o coral das mães e das crianças que será formado durante o concerto. Uma manhã de domingo das mães emocionante e inesquecível na Cidade das Artes.

DUO SANTORO

Os violoncelistas Paulo e Ricardo Santoro iniciaram os estudos musicais com o pai, o contrabaixista Sandrino Santoro. Em 1989, graduaram-se pela Escola de Música da UFRJ com nota máxima e dignidade acadêmica Magna Cum Laude, e hoje são mestres pela UFRJ e pela UNIRIO. Pertencem aos quadros da Orquestra Sinfônica Brasileira e da Orquestra Sinfônica da UFRJ, onde já se apresentaram várias vezes como solistas, além de participarem de outras formações camerísticas distintas, tais como trios, quartetos e outros duos.

            Considerado “um dos maiores sucessos da música erudita brasileira” pelo Jornal O Globo, o Duo Santoro é um dos conjuntos mais elogiados pela crítica especializada. Único duo de violoncelos em atividade permanente no Brasil, o Duo Santoro estreou em 1990 e já se apresentou nas principais salas de concerto de todo o país. Seus recitais incluem um leque eclético de estilos, que vai do erudito ao popular. Uma das principais metas do Duo Santoro é a divulgação da música brasileira. Para isso, contam com a colaboração de vários compositores, que dedicaram algumas de suas principais obras ao Duo, tais como Edino Krieger, Ronaldo Miranda, João Guilherme Ripper, Ricardo Tacuchian, Dimitri Cervo, Villani-Côrtes, Nestor de Hollanda etc.

            Por unanimidade, Paulo e Ricardo Santoro receberam da “União Brasileira de Escritores” os prêmios PERSONALIDADE CULTURAL do ano de 1995 e MEDALHA DO MÉRITO CULTURAL de 2014, além das condecorações “MEDALHA DE OURO” e “MEDALHA DE PRATA” conferidas pela Escola de Música da UFRJ em 1992.

            Nas comemorações dos seus vinte anos, se apresentaram em praticamente todo o Brasil e na República Dominicana, coroando o ano com um recital no famoso Carnegie Hall de Nova York. Em 2013, lançaram o seu primeiro CD, “Bem Brasileiro”, totalmente dedicado a compositores brasileiros do século XX e contemporâneos, obtendo grande repercussão na imprensa nacional e internacional. Em 2017, lançaram seu segundo CD, “Paisagens Cariocas”, dedicado à música brasileira erudita e popular, sendo eleito um dos “10 álbuns imperdíveis de música erudita” pela Revista Bravo! de São Paulo.

SERVIÇO

Domingo, 12 de maio de 2019 – Duo Santoro faz homenagem ao Dia das Mães na Cidade das Artes

Local: Teatro de Câmara

Horário: às 11h

Ingressos: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)

Endereço: Avenida das Américas, 5300 – Barra (ao lado do Terminal Alvorada)

Informações: 3328-5300

Estacionamento no local

PROGRAMA

W. A. MOZART                                                       – Uma Pequena Serenata Noturna

L. BEETHOVEN                                       – Fantasia sobre a 5ª Sinfonia

H. VILLA-LOBOS                                                    -O Trenzinho do Caipira

DIMITRI CERVO                                                    -Pedro e Marcela

 (música dedicada ao Duo Santoro)                                                                 

ZEQUINHA DE ABREU                                         -Tico-Tico no Fubá

ZÉ DO NORTE/LAMPIÃO                                      – Mulher Rendeira

LUIZ GONZAGA/HUMBERTO TEIXEIRA          -Asa Branca/Baião

CANCIONEIRO INFANTIL                                    -Músicas variadas

Fábio CezanneCezanne Comunicação – Assessoria de Imprensa em Cultura e Arte
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Luis Leite e Márcio Sanchez apresentam repertório sul-americano na Sala Cecília Meireles, nesta terça, 19 de março

Dois grandes músicos brasileiros, Luis Leite e Márcio Sanchez apresentam nesse espetáculo um repertório marcado pela energia e intensidade da música sul-americana. Ambos são instrumentistas que se encontram estilisticamente na Terceira Corrente (Third Stream), – conceito que se define pela ideia de um caminho de abordagem que usa em suas interpretações tanto elementos da música erudita como da música popular. Apresentarão, portanto um repertório clássico-popular multifacetado, com Frevo, Choro, Baião, músicas autorais e Astor Piazzolla. Para as músicas regionais, Márcio se apresenta com uma rabeca nordestina.

Luis Leite, violão

Foto: Verônica Manevy

“Um verdadeiro virtuose do violão” (Revista Concerto, Vienna)

Vencedor de diversos concursos nacionais e internacionais de violão, formado pela Universidade de Música de Viena (Universität für Musik und darstellende Kunst Wien), com especialização na Accademia Musicale Chigiana (Siena, Itália) e doutorado (PhD) sobre improvisação musical, Luis Leite é um dos violonistas de maior destaque da cena instrumental brasileira. Possui 3 discos autorais e intensa atividade internacional, tendo já se apresentado em mais de 20 países. Viveu por uma década em Viena (Áustria), e retornou ao Brasil assumindo a cátedra de Violão da Universidade Federal de Juiz de Fora, onde é responsável pelo programa de Bacharelado em Violão. Tem se apresentado em festivais e teatros por todo o país e no exterior, em apresentações solo ou com seus variados projetos, realizando também colaborações com artistas como Yamandu Costa, Hamilton de Holanda, entre outros.

Márcio Sanchez, violino

Considerado um dos mais importantes artistas da área músico-dramática, Márcio Sanchez atuou na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) e Orquestra Mercosul (Argentina) como Spalla. É violinista nas orquestras do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Petrobras Sinfônica e Johann Sebastian Rio. É detentor dos seguintes prêmios: Comenda Carlos Gomes, outorgada pela Prefeitura de Campinas; Prêmio Estímulo, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e Troféu Qualidade Brasil “Vitória Alada”; Especializou-se na Academia Franz Lizst, em Budapeste, com Ezster Perenyi e com o professor Chaim Taub de Israel. Como camerista excursionou em turnês pela Europa, EUA, México, Argentina e Brasil. Pelo projeto Sonora Brasil do SESC, apresentou-se em mais de 70 salas de concerto do Brasil.  Na área da música popular, trabalhou com os mais renomados artistas brasileiros e internacionais. É membro fundador do Quinteto Tango Jazz com quem gravou o disco de mesmo nome.

SERVIÇO:

DUO LUIS LEITE E MARCIO SANCHES

Data: 19 de março de 2019, terça-feira

Horário: 18:30h

Série: Recitais de Guiomar

ingressos · R$ 5 – R$ 10

Sala Cecília Meireles

Largo da Lapa, 47, 20021-170 Rio de Janeiro

Ingressos à venda em breve na bilheteria da Sala: R$ 10,00 (R$ 5 para estudantes e idosos.

Informações: (+55) 21 2332-9223; (+55) 21 2332-9224
Fábio CezanneCezanne Comunicação – Assessoria de Imprensa em Cultura e Arte
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Ermelinda Paz resgata cancioneiro nacional utilizado na educação infantil no início do século XX

Autora de obras ícones da Academia, como “500 Canções Brasileiras” e “Pedagogia musical brasileira no século XX”, dentre outros, pesquisadora lança “Cantando e brincando com Vovó Linda vol.1 e vol.2”, reunindo canções utilizadas por educadores brasileiros entre 1940 a 1970, nunca antes registradas no meio fonográfico 

Referência em pesquisa musical e responsável por publicações que se tornaram emblemáticas (“Pedagogia Musical brasileira no século XX: metodologias e tendências” – 2013/ “500 Canções Brasileiras” – 2015/ “Jacob do Bandolim” – 2018/ “Edino Krieger: crítico, produtor musical e compositor” Vol I e Vol. II – 2012), Ermelinda Paz apaixonou-se pela Educação Musical Infantil bem cedo, em 1967, quando começou a coletar um cancioneiro de apoio à prática, em sua maioria extraído de uma apostila produzida pela Secretaria de Educação e Cultura do Município do antigo Estado da Guanabara, e distribuída mensalmente para as coordenadorias das escolas municipais. Sua experiência com a docência com crianças na Escola Municipal Guatemala, no Rio de Janeiro, deu vez à pesquisadora e a levou para outros caminhos. Hoje, passados aproximadamente 45 anos do seu afastamento das atividades na Educação Musical Infantil, Ermelinda resgata a antiga paixão, especialmente em virtude do nascimento de seu primeiro neto José. Assim, nascem os CDs “Cantando e brincando com Vovó Linda Vol.1 e vol.2”, dois álbuns de imensa riqueza histórica e educativa, que teve como grande inspiração – no caso do Vol. 1 – o vasto trabalho de Liddy Chiaffarelli, educadora musical, musicista e pianista que teve seu auge de produção nas décadas de 30 e 40 do século XX, casada também com Francisco Mignone. Os CDs já estão disponíveis nas plataformas digitais (Deezer, Spotify, iMusic, Shazam).

CD “Cantando e brincando com Vovó Linda vol.1”

      O Vol. 1 do CD Cantando e brincando com Vovó Linda foi finalizado em 2017, mas lançado apenas em meados de 2018, em função das pendências envolvendo autores.  Essas músicas fizeram parte do repertório de vários educadores musicais, como Regina Márcia Simão Santos (com quem Ermelinda intercambiava a descoberta de novas músicas para inseri-las nos cadernos de apoio) e Helena Rosa Trope, bem como dos educadores musicais do Instituto Bennett nos anos 50, 60 e parte de 70. Além disso, um extenso trabalho de pesquisa foi realizado, seja através de pessoas-fonte (como o pesquisador Flávio Silva, da FUNARTE, e Cesar Borges Barbosa, filho de Cacilda Barbosa, herdeiro e autor de “A janelinha”, composta quando ele tinha 8 anos de idade) seja de importantes centros de documentação e pesquisa, como o Museu Villa-Lobos, Arquivo Público do Estado do RJ, o Centro Brasileiro de Memória – ISERJ,  a AMAR/SOMBRÁS, Escola de Música da UFRJ, dentre outros.

“Como pesquisadora, entendi que devia oferecer ao meu neto – a motivação real para a realização desse trabalho – esse repertório esquecido, trazendo-o de volta ao século XXI. Inicialmente, era somente para ele, mas à medida que outras pessoas tomavam ciência de meu fazer, surgiram indagações como: ‘mas porque não disponibilizar para todas as outras crianças e, ainda, para os educadores musicais da atualidade?’ Bem, deu no que deu”, brinca Ermelinda.

As músicas que integram o CD Cantando e brincando com Vovó Linda vol.1 trazem, em geral, uma movimentação autoexplicativa e sua aplicação fica à critério da criatividade dos educadores musicais, acrescidas da espontaneidade e expressividade que as crianças naturalmente agregam às canções. A canção “Senhor caçador” é um jogo com dupla função, que implica em percepção tímbrica (reconhecimento das vozes dos colegas quando se conhecem) ou percepção da direção da fonte sonora. Já “Vamos viajar“ era utilizada, segundo Ermelinda, formando vários pequenos trens, com um mínimo de três e uma máximo de cinco crianças, que se prendiam uma as outras através de ambas as mãos nos ombros do colega da frente. Com essa música eram trabalhadas as diferentes alterações de andamento, pois as crianças andavam no pulso da música. “Passarinho” e “Galopando”, além da questão da expressividade, eram utilizadas onomatopeias, indicando o pio do passarinho ou o trotar do cavalo. A única canção que foge à essa época é “Acalanto para José”, de autoria da própria pesquisador, feita para ninar o neto.

CD duplo “Cantando e brincando com Vovó Linda vol.2”

Trata-se de uma coletânea de canções brasileiras, lançada em formato duplo: um CD completo com 27 faixas e outro com os playbacks, para utilização dos educadores em aula, somando um total de 54 faixas. Na sua grande maioria, as letras falam de animais, ajudam os adultos a lidar com as crianças de forma amorosa e divertida. Muitas canções podem funcionar como acalanto, jogos musicais, brincadeiras, cantiga de roda. Não faltam ritmos de balanço, gostosos para se dançar, melodias cômicas e poéticas, letras que ambientam situações de fábulas e histórias infantis.

Na seleção, a autora limitou-se à música folclórica, notória pela simplicidade, clareza e sobriedade.  A voz aguda da Vovó-Linda aproxima-se do registro vocal infantil, incentivando a identificação e imitação do netinho, enquanto o canto a meia voz assegura aproximação e intimidade. Por outro lado, as melodias de maior enlevo poético inspiram o fôlego de um voo vocal mais amplo, compatível com a densidade lírica do todo. Mas em tudo está presente uma doce leveza, inclusive nos arranjos, que além de vestir as melodias com delicadeza de mestre, intensificam sua brasilidade com os timbres de viola sertaneja, cavaquinho e violão.

O maestro, pesquisador, compositor e professor Hélio Sena, que assina a apresentação do Vol.2, conclui da melhor forma sobre a importância dos CDs: ”essa coletânea chega na hora certa. No momento em que a neurociência ressalta de modo enfático a importância do canto para o desenvolvimento da criança, esse ato de amor da Vovó-Linda mostra o prosseguimento da tradição oral fora do ensino formal da música e traz, com o enriquecimento do repertório infantil do país, uma contribuição cultural e educativa”.

PARA OUVIR ONLINE:

·         CD Cantando e brincando com Vovó Linda vol.1

·         CD Cantando e brincando com Vovó Linda vol.2

COMPRA DOS CDS FÍSICOS – cdvovolinda@gmail.com

Ermelinda A. Paz – http://ermelinda-a-paz.mus.brFábio CezanneCezanne Comunicação – Assessoria de Imprensa em Cultura e Arte
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Rodrigo Marconi lança seu primeiro CD, totalmente autoral e inspirado na literatura universal

Em “Correspondência”, compositor e educador carioca apresenta peças contemporáneas que se comunicam com a arte literaria de Roland Barthes, Fernando Pessoa e Berthold Brecht, além de referências a Villa-Lobos e Bach

                   “Corresponder. Corresponder a, corresponder ao, corresponder à, corresponder com, corresponder-se, co-responder… Correspondência”. Assim nasce e começa a definição do CD de estreia do compositor e professor Rodrigo Marconi, que reuniu em “Correspondência” algumas de suas dezenas de composições, presentes nos principais festivais e bienais de música contemporânea do país. De produção independente, gravado e mixado na A Casa Estúdio (RJ) e com distribuição nacional pela Tratore, o álbum reúne 6 obras, divididas em 15 faixas, considerando seus movimentos.

                   O título do disco solo registra, mais do que tudo, o diálogo de sua obra com as mais variadas expressões artísticas. “No campo das artes, correspondência significa, acima de tudo, diálogo. Diálogo que nas minhas composições atravessa o fantástico universo do poeta português Fernando Pessoa e seus heterônimos, a leitura de mundo do semiólogo francês Roland Barthes, a postura política e artística do teatrólogo e poeta Berthold Brecht e uma infinidade de outras referências que interferem, contaminam e potencializam a minha música”, ressalta Marconi e ainda complementa: “Nesse sentido, a pintura, o cinema, a fotografia e, principalmente, o teatro, a literatura e a própria música fornecem um campo fértil de intercâmbio e de inspiração para as composições no CD apresentadas, onde a intertextualidade é a motivação, o ponto de partida e de chegada. Tem sido a forma que encontrei de me corresponder com o mundo”.

                   Escrita para flauta, clarinete e vibrafone, “Golpes de Pequenas Solidões” é inspirada pela percepção e leitura de mundo de Roland Barthes (1915-1980), afinal, segundo o próprio, ¨a vida é assim, feita a golpes de pequenas solidões¨. Nela, os três instrumentos ora são apresentados só, introspectivos e reflexivos, cada um com sua essência e discurso, ora tocando em conjunto, dialogando, “ (con)vivendo, (co)existindo, (co)habitando, construindo, afetando e sendo afetado pelo outro. Solidões… solidão… só… ou como preferia Guimarães Rosa, Solistência, a solidão da existência de tudo que está vivo”, define o compositor. 

                   Em “Impropérios”, escrita para vibrafone, brilha a execução de Joaquim “Zito” Abreu, em cinco pequenas peças. A música busca ressaltar uma dicotomia intrínseca na palavra “Impropérios”: ao mesmo tempo que significa um discurso ofensivo, injurioso, desrespeitoso… é também uma antífona da liturgia católica cantado durante a semana santa (hinos de louvor). Toda sua inspiração para a sua criação se baseia no extremo dessa dicotomia, onde o profano e o sagrado, o conflito e a comunhão, o terrestre e o divino se conectam através da mais corriqueira e cotidiana forma de expressão: a palavra.

                   O duo de flauta (Reinaldo Pacheco) e clarinete (Moisés Santos) dá cor a “Canções para os dias de Sol ou de Chuva”, escrita em três movimentos especialmente para os próprios intérpretes, amigos de Marconi. “A peça tem como objetivo contemplar o dia-a-dia, as pequenas coisas, a simplicidade de ser e estar vivo”, define o autor. A partir do violão de Fábio Adour, os três movimentos de “Brechtianas” representam uma singela homenagem a um dos mais importantes artistas do século XX, o poeta, dramaturgo e encenador alemão Berthold Brecht (1898 – 1956), que com sua produção e postura perante a arte e a vida influenciou o teatro contemporâneo, tornando-se imprescindível. Ao mesmo tempo, faz referência às “Bachianas”, a obra-prima escrita por Villa-Lobos em homenagem e devoção a Johann Sebastian Bach.

                   O piano de Ronal Silveira nos dois movimentos de ‘No Bosque dos Espelhos” realça oconvite do ouvinte a um passeio nos labirintos do seu próprio ser. A “egotrip”, como bem conceitua Marconi, busca mostrar que é exatamente” dentro desse bosque que se esconde vários mistérios, perigos, desafios, segredos, nossas expectativas mais íntimas, experiências e os conhecimentos mais profundos”. É no bosque dos espelhos que nos colocamos em contato com o mundo interior, onde Narciso se auto-contemplava ou onde Alice, através da pena de Lewis Carroll, se questionava: “Este deve ser o bosque”, disse pensativamente, “em que as coisas não têm nomes. O que será que vai ser do meu nome quando eu entrar nele?”

            O disco chega ao final reunindo flauta (Reinaldo Pacheco), clarinete (Cesar Bonan), violino (Angelo Martins), violoncelo (Luciano Corrêa) e piano (Mateus Araujo) em “Às Várias Pessoas de Fernando, uma referência ao célebre poeta português Fernando Pessoa. “O que sempre me fascinou na vida e na obra do poeta português Fernando Pessoa foi sua relação com seus diversos heterônimos. Muito mais que um pseudônimo, os heterônimos vivem, carregam consigo suas experiências, seus dilemas, sua história. E todos eles, repletos de significações e significados, de desejos e realizações explodiam (ou implodiam, quem sabe) dentro do limite de apenas um corpo físico”. Nessa composição, o autor imaginou todos esses seres (con)vivendo dentro de um só ser, com suas relações e conflitos, seus diálogos prováveis e improváveis, suas limitações espaciais e mentais.

Rodrigo Marconi

Compositor, musicólogo e professor carioca, Rodrigo Marconi iniciou-se na música aos 12 e, aos 18, já trabalhava em composições para teatro e cinema. Seu ingresso na música de concerto aconteceu em 2008, com sua primeira participação no Panorama da Música Brasileira Atual da Escola de Música da UFRJ. Bacharel em composição musical pela Universidade Estácio de Sá (UNESA), teve a oportunidade de estudar com os compositores Guilherme Bauer, João Guilherme Ripper e Tato Taborda. Licenciado em Educação Artística com habilitação em Música pelo Conservatório Brasileiro de Música (CBM-CEU) é mestre em Musicologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

Suas obras foram tocadas em importantes festivais como a XVIII e XXII ´Bienal de Música Brasileira Contemporânea’, os ‘Panoramas da Música Brasileira Atual’ (UFRJ), o ‘Festival Babel’ (Porto Alegre), nas séries ‘MUSIMAC’ (USP), ‘CBM Experimental’, ‘Festival Compositores de Hoje’, “Série Tendências” (UFRJ) ‘Série Compositores’ (UNI-RIO) entre outras.

Foi um dos compositores contemplados com o ‘Prêmio FUNARTE de Música Clássica 2016’ com o trio “O Despertar da Intratável Realidade” para violino, violoncelo e piano, obra que teve sua estreia na XXII Bienal de Música Brasileira Contemporânea (2017). Atualmente, leciona na Escola Estadual de Teatro Martins Penna (FAETEC-RJ) e na graduação do Conservatório Brasileiro de Música (CBM-CEU).

www.rodrigomarconi.com

CD “CORRESPONDÊNCIAS”

Gravadora: Independente / Distribuição: Tratore

Preço Médio: R$30,00

PARA OUVIR E/OU COMPRAR ONLINE

https://www.deezer.com/br/album/79897172
https://itunes.apple.com/br/album/correspond%C3%AAncias/1444486633?app=music&ign-mpt=uo%3D4

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Jorge Pescara lança seu terceiro CD solo, “Grooves in the Eden”

Produzido por Arnaldo DeSouteiro, lançado internacionalmente pela Jazz Station Records (Los Angeles), novo disco combina elementos do jazz, rock, pop, funk, r&b e música brasileira, com participações de Cláudio Infante e André Sachs, dentre outros

Depois dos mundialmente aclamados “Grooves In The Temple” e “Knight Without Armour”, Jorge Pescara chega ao seu terceiro CD, “Grooves In The Eden”, produzido por Arnaldo DeSouteiro e lançado internacionalmente pela gravadora Jazz Station Records, de Los Angeles, em parceria com Fabio Golfetti da Music Magick e com distribuição no Brasil via Tratore. O virtuoso baixista inicia, assim, um novo capítulo em sua brilhante trajetória, desta vez inspirado na combinação de elementos de jazz, rock, pop, funk, r&b e música brasileira, transcendendo rótulos e estilos, para se afirmar como uma fusão única e inovadora.

O repertório inclui inspiradas recriações de sucessos de Freddie Hubbard (“Povo”), Deep Purple (“Smoke On The Water”), Beatles (“Come Together”), Earth Wind & Fire (“Brazilian Rhyme”) e Brecker Brothers (“Song For Barry”), além de temas compostos especialmente para o disco por Jorge Pescara em parcerias com Laudir de Oliveira (“MacumBass”) e Gaudencio Thiago de Mello (“Plato’s Dialogues: Timaeus & Critias”).

A faixa-título “Grooves In The Eden”, luxuriante homenagem ao maestro Bob James, é assinada pelo tecladista Glauton Campello. “Azymuth Men” homenageia os integrantes do fantástico trio Azymuth, em especial a seu saudoso fundador José Roberto Bertrami, com quem Pescara tocou por mais de 10 anos. O disco conta ainda com as participações de André Sachs, João Paulo Mendonça, Roberto Sallaberry, Claudio Infante, Cesar Machado e Paulinho Black, além do celista italiano Davide Zaccaria e o baterista franco/português David Jeronimè, dentre outros.

Um dos baixistas brasileiros de maior expressividade no cenário contemporâneo do jazz e do rock progressivo, Jorge Pescara integra atualmente o grupo da cantora Ithamara Koorax, com quem já gravou diversos discos (“Brazilian Butterfly”, “Got To Be Real”, “Love Dance”) e excursionou pelo mundo, da Finlândia à Portugal, da França à Coréia do Sul, além de liderar a Knight Progband. Também gravou com Dom Um Romão, Luiz Bonfá, Paulo Moura, Eumir Deodato, José Roberto Bertrami, Celso Fonseca, Sergio Vid, Carlos Pingarilho, Mario Castro Neves, Lord K, João Palma, Laura Finocchiaro, o guitarrista japones Mamoru Morishita, os compositores portugueses Fernando Girão e Paco Bandeira, além da banda prog metal norte-americana The Unified One, dentre varios outros. Integrou as bandas ZERØ (“Eletroacustico”, “Quinto Elemento”), Dialeto (“The Last Tribe”) e JSR All Stars (“Friends From Brazil”, “Rio Strut”) em trabalhos de grande repercussão.

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https://www.tratore.com.br/um_cd.php?id=14527

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