Centenário de nascimento de Dalva de Oliveira

Música: Bandeira Branca (Composição: Max Nunes)

Vicentina de Paula Oliveira, conhecida como Dalva de Oliveira, (Rio Claro SP, 5 de maio de 1917 — Rio de Janeiro, 30 de agosto de 1972) foi uma cantora brasileira.

Segundo a revista Rolling Stone, Dalva de Oliveira foi considerada uma das maiores vozes da música brasileira de todos os tempos.

Biografia

Nascida em uma família humilde na cidade de Rio Claro, Interior do Estado de São Paulo, era filha de um carpinteiro mulato, chamado Mário de Paula Oliveira, conhecido como Mário Carioca, e da portuguesa Alice do Espírito Santo Oliveira. Vicentina de Paula Oliveira nasceu em 5 de maio de 1917 na cidade de Rio Claro, São Paulo. Em 1935, já morando na Cidade do Rio de Janeiro com a família, para onde se mudaram em busca de uma vida melhor, frequentava o Cine Pátria, onde conheceu seu primeiro namorado, Herivelto Martins, que formava ao lado de Francisco Sena o dueto Preto e Branco; foi terminado o dueto e nascia o Trio de Ouro. Iniciaram um namoro e, em 1936, com um ano de namoro, Dalva protagonizou um escândalo familiar, pois saiu de casa solteira, para viver com o namorado, ainda oficialmente casado: Os dois alugaram uma casa e iniciaram uma convivência conjugal. Herivelto ainda estava casado no civil com sua ex-esposa, e a união deles só pôde ser oficializada em 1937, quando saiu o divórcio dele. O matrimônio foi assinado em cartório e celebrado na igreja católica, também comemorada em um ritual de umbanda, na praia, já que esta era a religião de Herivelto, embora Dalva fosse católica. A união gerou dois filhos: Os cantores Peri Oliveira Martins, o Pery Ribeiro, e Ubiratan Oliveira Martins. A União durou até 1947, quando as constantes brigas, traições, crises violentas de ciúmes e humilhações por parte de Herivelto deram fim ao casamento. Matérias mentirosas que difamavam a moral de Dalva, alegando que ela traía o marido e participava de festas imorais, foram publicadas por Herivelto, com a ajuda do jornalista David Nasser no “Diário da Noite”. Por ser cantora, sempre era apontada como detentora de moral duvidosa, e sua profissão pediu nas acusações mentirosas. Estes escândalos forjados fizeram com que o conselho tutelar mandasse Peri e Ubiratan para um internato, alegando que a mãe não possuía uma boa conduta moral para criar os filhos, o que a fez entrar em desespero e depressão, aumentando as brigas entre o ex-casal. Os meninos só podiam visitar os pais em datas festivas e fins de semana, e só poderiam sair de lá definitivamente com dezoito anos. Dalva lutou muito pela guarda dos filhos e sofreu bastante por isso. Em 1949 Dalva e Herivelto oficializaram a separação, se divorciando.

Música: Cisne Branco (Compositor: Música: Antonio Manoel Do Espírito Santo / Letra: Benedito Xavier De Macedo)

Em 1952, depois de se consagrar mais uma vez na música mundial e ganhar o título de Rainha do Rádio, Dalva de Oliveira resolve excursionar pela Argentina, para conhecer o país e cantar em Buenos Aires. Nessa ocasião conhece Tito Climent, que se torna primeiro seu amigo, depois seu empresário e mais tarde, seu segundo marido, quando Dalva se muda para Buenos Aires, indo morar na casa de Tito, antes da união oficial. Dalva não queria mais ter filhos por conta de sua carreira, que tomava muito seu tempo, mas sempre quis ter uma menina. Por isto, adotou uma criança em um orfanato de Buenos Aires, a quem batizou de Dalva Lúcia Oliveira Climent. Dalva e Tito, após dois anos morando juntos, casaram-se oficialmente em um cartório na Argentina, e viveram juntos por alguns anos. No começo, a união era feliz e estável, e criavam a filha com muito amor e dedicação. Após mais de quatro anos de casamento, o casal passou a viver brigando, também por conta da carreira de Dalva, que vivia viajando, e de seus filhos, a quem constantemente visitava no Brasil, o que desagradava o marido, que queria que ela deixasse para trás sua carreira e seu passado no Brasil, para viver exclusivamente para ele e para a criação da filha, mas Dalva jamais aceitou esta imposição. Dalva também era uma mulher simples e querida por todos, fazendo amizade com facilidade, mas Tito queria uma mulher fina e cheia de requintes, sempre pronta para atender a todos em cima do salto. Essa grande diferença de temperamentos, que culminou em muitas brigas e humilhações, pôs fim à união do casal no início dos anos 60. Dalva se mudou para o Brasil, mais especificamente para o Rio, com a filha, de volta para sua casa, mas no mesmo ano, Tito entrou na justiça pedindo a guarda da menina, e Dalva volta para Buenos Aires, onde entrou em processo contra o marido. Para manter o processo até o fim, Dalva deixa sua carreira no Brasil e passa a morar com a filha em Buenos Aires até a decretação da sentença do juiz. Dalva e Tito passam a brigar muito pela guarda da criança, com brigas verbais e mútuas acusações, mas Tito acabou usando as mesmas provas que Herivelto utilizou: As notícias mentirosas em jornais a respeito da moral duvidosa da cantora. Muito triste e infeliz, perdeu a guarda de sua menina e voltou sozinha para o Brasil, dando entrada no pedido de divórcio.

Ela retomou sua carreira, fazendo mais sucesso que nunca. Em 1963, já há alguns anos separados, a separação oficial finalmente é concedida pelo juiz, já que casamento entre estrangeiros, na época, havia demora para protocolar o divórcio. Dalva de Oliveira volta a Buenos Aires para assinar os papéis e se divorcia de Tito, voltando logo em seguida para o Brasil. Seus pequenos momentos de felicidade ocorriam quando seus três filhos a visitavam nas férias escolares de Janeiro. Iam visitar a mãe no Rio de Janeiro, e passavam um mês com Dalva, em sua mansão. A cantora cancelava todos os shows do mês para ficar com os filhos. Seu desejo era poder viver com os três, sempre juntos, um sonho que não pôde realizar. Os anos se passaram. Dalva vivia sozinha em sua mansão, e já havia se acostumado com a solidão. Para compensar a tristeza, passou a beber e fumar compulsivamente. Neste período, teve alguns namorados, como cantores e atores, mas eram relacionamentos sem compromisso, que duravam geralmente uma noite ou poucos meses, pois não queria se apegar a ninguém, pois não pretendia casar-se novamente, apenas viver a vida com homens que a atraíssem, e nenhum deles havia despertado algo além de paixão momentânea. Também não tinha tempo de dedicar-se a um relacionamento pois viajava o mundo em turnês musicais. Estava concentrada em sua carreira e fazendo mais sucesso ainda, quando, sem estar a procura, ela conhece Manuel Nuno Carpinteiro, um homem vinte anos mais jovem, por quem se apaixonou perdidamente, e com quem redescobriu o amor: Com poucos meses de namoro, ele foi morar na sua casa. Com alguns anos juntos, se casaram oficialmente, e este fora seu último marido. Ao assumir o namoro, foi alvo de muitos preconceitos, pela grande diferença de idade, mas Dalva não ouviu os outros, e escutou a voz de seu coração, seguindo os passos da felicidade. Com ele, Dalva reencontrou a alegria de viver.

Em 18 de agosto de 1965 Dalva e Manuel, que na época ainda era seu namorado, sofreram um grave acidente: Ele dirigia o veículo, quando saíam de mais um show da cantora, onde haviam bebido muito, quando Manuel perdeu o controle, sofrendo um acidente automobilístico na cidade do Rio de Janeiro, que não causou ferimentos ao casal, mas resultou na morte por atropelamento de quatro pessoas. Manuel foi preso, e assumiu que estava realmente dirigindo o carro. Dalva se desesperou com a situação do amado, e toda a imprensa noticiou o fato, o que acabou prejudicando sua carreira. Não se importando com críticas, Dalva o visitava na prisão, o que foi um escândalo na sociedade, pois na época, uma mulher que ia em presídios era considerada prostituta. Dalva arrumou um advogado para ele, e após meses, ele foi absolvido da acusação, tendo que reverter a condenação em prestação de serviços a comunidades carentes. No fim dos anos 60, após todos estes processos terminarem, Dalva e Manuel casam-se oficialmente em um cartório, com uma grande festa na mansão de Dalva.

Carreira

De voz afinada, e bela, considerada a Rainha da Voz ou o rouxinol brasileiro, sua extensão vocal ia do Contralto ao Soprano.

Em 1937 gravou, junto com a Dupla Preto e Branco, o batuque Itaquari e a marcha Ceci e Peri, ambas do Príncipe Pretinho. O disco foi um sucesso, rendendo várias apresentações nas Rádios. Foi César Ladeira, em seu programa na Rádio Mayrink Veiga, que pela primeira vez anunciou o Trio de Ouro. Em 1949 deixou o trio, quando excursionavam pela Venezuela com a Companhia de Dercy Gonçalves. Em 1950 retomou a carreira solo, lançando os sambas Tudo acabado (J. Piedade e Osvaldo Martins) e Olhos verdes (Vicente Paiva) e o samba-canção Ave Maria (Vicente Paiva e Jaime Redondo), sendo os dois últimos, grandes sucessos da cantora. No ano seguinte foi eleita Rainha do Rádio, e excursionou pela Argentina, apresentando-se na Rádio El Mundo, de Buenos Aires, na qual conheceu Tito Climent, que se tornou seu empresário e depois marido, pai de sua filha, como mencionado anteriormente. Ainda em 1951, filmou Maria da praia, dirigido por Paulo Wanderley, e Milagre de amor, dirigido por Moacir Fenelon.

Música: Saia do Caminho (Composição: Custódio Mesquita / Evaldo Ru)

Morte

Três dias antes de morrer, Dalva pressentiu o fim e, pela primeira vez, em sua longa agonia de quase três meses, lutando pela vida, falou da morte. Ela tinha um recado para sua melhor amiga, Dora Lopes, que a acompanhou ao hospital: “Quero ser vestida e maquiada, como o povo se acostumou a me ver. Todos vão parar para me ver passando!”. Morreu em 31 de agosto de 1972, vítima de uma hemorragia interna causada por um câncer esofágico. A cantora teve seu apogeu artístico nos anos 30, 40 e 50. Seu corpo está enterrado no Cemitério Jardim da Saudade na Cidade do Rio de Janeiro.

Mais informações

Dalva realizou mais de 400 gravações e sua voz está em vários coros de discos de Carmen Miranda, Orlando Silva, Francisco Alves, Mário Reis entre outros.

Na primeira versão do filme Branca de Neve e os Sete Anões produzida pelos estúdios Disney, em 1938, Dalva de Oliveira dublou os diálogos da personagem Branca de Neve.[2] As canções foram interpretadas pela dubladora Maria Clara Tati Jacome.

Em 1974 foi homenageada pela escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz, com o enredo O Rouxinol da Canção Brasileira.[3] Em 1976 a Escola de Samba Turunas do Riachuelo (4º escola de samba do Brasil – Juiz de Fora – Minas Gerais) foi tricampeã do carnaval da cidade com o enredo “Estrela Dalva”, que foi homenageada de forma não biográfica, sendo o samba antológico na cidade.

Em 1987 a Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense levou para a Sapucaí o enredo “Estrela Dalva”, sendo último trabalho do carnavalesco Arlindo Rodrigues.[4]

Marília Pêra interpretou a cantora no musical “A ESTRELA DALVA” em 1987 no Teatro João Caetano.

Em 2002 o teatrólogo mineiro Pedro Paulo Cava produziu e dirigiu o o espetáculo teatral “Estrela Dalva”, cujo sucesso rendeu ao elenco de 16 atores viagens por diversas capitais brasileiras e cidades do interior de Minas Gerais após quase dois anos em cartaz na capital mineira. Dalva foi interpretada por Rose Brant; Herivelto Martins por Léo Mendonza e Nilo Chagas por Diógenes Carvalho. O espetáculo foi baseado no livro de Renato Borghi e João Elísio Fonseca que foi adaptado por Pedro Paulo Cava. O elenco tinha ainda Diorcélio Antônio, Freddy Mozart, Rui Magalhães, Márcia Moreira, Leonardo Scarpelli, Felipe Vasconcelos, Libéria Neves, Jai Baptista, Ivana Fernandes, Patrícia Rodrigues, Meibe Rodrigues, Fabrizio Teixeira e Bianca Xavier. A produção executiva foi de Cássia Cyrino e Luciana Tognolli. Todo o elenco passou por meses de preparação vocal e corporal dando vida e emoção sempre aplaudidos de pé pelo público que lotava as sessões.

A vida de Dalva de Oliveira foi retratada em janeiro de 2010 com a minissérie Dalva e Herivelto: uma Canção de Amor, produzida pela Rede Globo. A atriz Adriana Esteves interpretou Dalva, enquanto o ator Fábio Assunção interpretou Herivelto Martins. Sua vida foi em vários detalhes ficcionalizada além de ser omitida a existência de sua filha Dalva Lúcia, que estava presente no hospital quando a mãe entrou em coma, além da outra irmã, Margarida. Tito Climenti, seu segundo marido também foi o omitido e no lugar deste, foi criado o personagem Rick Valdez, assim como Nuno, seu último marido, aparece com o nome de Dorival.

Em sua cidade natal, Rio Claro-SP, existe uma praça em sua homenagem com nome de Dalva de Oliveira, inaugurada em 15 de julho de 2000. No local existe um busto em bronze da cantora. A praça fica localizada na avenida Tancredo Neves com a  rua 14, bairro Jardim Claret.

Cantoras do Rádio, documentário de 2009 dirigido por Gil Baroni retrata a “Era de Ouro” do rádio brasileiro.

Fonte: Wikipedia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Dalva_de_Oliveira)

Sugerido:

http://lounge.obviousmag.org/pilulas_da_literatura/2015/12/o-rouxinol-brasileiro-um-ensaio-da-obra-de-dalva-de-oliveira.html

Oitenta anos de morte de Noel Rosa

Noel de Medeiros Rosa (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de maio de 1937) foi um sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil. Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro e no “asfalto”, ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época – fato de grande importância, não só para o samba, mas para a história da música popular brasileira. Morto prematuramente aos 26 anos por decorrência da tuberculose, deixou um conjunto de canções que tornaram-se clássicas dentro do cancioneiro popular brasileiro.

Noel Rosa nasceu de um parto muito difícil, que incluiu o uso de fórceps pelo médico obstetra, como medida para salvar as vidas da mãe e bebê. Além disso, nasceu com hipoplasia (desenvolvimento limitado) da mandíbula (provável Síndrome de Pierre Robin) o que lhe marcou as feições por toda a vida e destacou sua fisionomia bastante particular.

Nascido na Rua Teodoro da Silva número 130, no bairro carioca de Vila Isabel, foi primeiro filho do comerciante Manuel Garcia Rosa e da professora Martha de Medeiros Rosa, Noel era de família de classe média, tendo estudado no tradicional Colégio de São Bento, onde apesar da inteligência notável, não era aplicado nos estudos.

Adolescente, aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música — e pela atenção que ela lhe proporcionava. Logo, passou ao violão e cedo tornou-se figura conhecida da boemia carioca. Em 1931 entrou para a Faculdade de Medicina, mas logo o projeto de estudar mostrou-se pouco atraente diante da vida de artista, em meio ao samba e noitadas regadas à cerveja. Noel foi integrante de vários grupos musicais, entre eles o Bando de Tangarás desde 1929, ao lado de João de Barro (o Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito.

Em 1929, Noel arriscou as suas primeiras composições, Minha Viola e Festa no Céu, ambas gravadas por ele mesmo. Mas foi em 1930 que o sucesso chegou, com o lançamento de Com que roupa?, um samba bem-humorado que sobreviveu décadas e hoje é um clássico do cancioneiro brasileiro. Essa música ele se inspirou quando ia sair com os amigos, a mãe não deixou e escondeu suas roupas, ele, com pressa perguntou: “Com que roupa eu vou?” Noel revelou-se um talentoso cronista do cotidiano, com uma sequência de canções que primam pelo humor e pela veia crítica. Orestes Barbosa, exímio poeta da canção, seu parceiro em Positivismo, o considerava o “rei das letras”. Noel também foi protagonista de uma curiosa polêmica (Noel Rosa X Wilson Batista) travada através de canções com seu rival Wilson Batista. Os dois compositores atacaram-se mutuamente em sambas agressivos e bem-humorados, que renderam bons frutos para a música brasileira, incluindo clássicos de Noel como Feitiço da Vila e Palpite Infeliz. Entre os intérpretes que passaram a cantar seus sambas, destacam-se Mário Reis, Francisco Alves e Aracy de Almeida.

Noel teve ao mesmo tempo várias namoradas e foi amante de muitas mulheres casadas. Casou-se em 1934 com sua noiva, uma moça da alta sociedade carioca, chamada Lindaura. Apesar de ter afeto e carinho pela esposa, era apaixonado mesmo por Ceci, apelido de Juraci Correia de Araújo, a prostituta do cabaré, e sua amante de longa data. Era tão apaixonado por ela, que ele escreveu e fez sucesso com a música “Dama do Cabaré”, inspirada em Ceci, que mesmo na vida fácil, era uma dama ao se vestir e ao se comportar com os homens, e o deixou totalmente enlouquecido pela sua beleza. Foram anos de caso com ela, eles se encontravam no cabaré a noite e passeavam juntos, bebiam, fumavam, jogavam, andavam noite a fora sem destino, principalmente pelo bairro carioca da Lapa, onde se localizava o cabaré. Ele dava-lhe presentes, joias, perfumes e ela o compensava com noites inesquecíveis de amor. Ele queria tirá-la da vida e fazê-la sua esposa, mas seria um escândalo social e a família jamais aceitaria uma meretriz na família. Ele pensou melhor e tentou dar uma casa para Ceci, para que ela só se deitasse com ele, onde se encontrariam escondidos e a sustentaria. Ceci se recusou, não queria depender de homem para sobreviver, e queria alguém que a assumisse como esposa. Após mais alguns anos juntos, o ciúme doentio de Noel por Ceci a fez terminar a relação, que ficou entre indas e vindas por um bom tempo, até que se afastaram de vez.

Tuberculose e morte

Um garçom serve Noel Rosa; estátua localizada na entrada de Vila Isabel, Rio de Janeiro. Fonte: Wikipedia

Em depressão por alguns meses pela separação de Ceci, Noel passou os anos seguintes travando uma batalha contra a tuberculose. A vida boêmia, porém, nunca deixou de ser um atrativo irresistível para o artista, que entre viagens para cidades mais altas em função do clima mais puro, sempre voltava ao samba, à bebida e ao cigarro, nas noites cariocas, cercado de muitas mulheres, a maioria, suas amantes. Mudou-se com a esposa para Belo Horizonte, para tratar de seu problema pulmonar, ainda inicial e não transmissível pelo ar, e para salvar seu casamento, já que gostava de sua esposa, mas ela ameaçava se separar, pois não suportava mais as traições e bebedeiras do marido, mas se separar naquela época era um peso e uma vergonha enormes para a mulher, e por isso Lindaura reconsiderou, e também queria salvar seu matrimônio. Sem planejar, Lindaura engravidou, mas sofreu um aborto espontâneo no meado de sua gestação, e, devido as complicações por causa da forte hemorragia, afetando seu aparelho uterino, não pôde mais ter filhos, o que a deixou muito revoltada e deprimida. Foi por isso Noel Rosa não foi pai, o que o deixou muito mal, já que era seu maior desejo. Da capital mineira, escreveu ao seu médico, Dr. Graça Melo: “Já apresento melhoras/Pois levanto muito cedo/E deitar às nove horas/Para mim é um brinquedo/A injeção me tortura/E muito medo me mete/Mas minha temperatura/Não passa de trinta e sete/Creio que fiz muito mal/Em desprezar o cigarro/Pois não há material/Para o exame de escarro”. Trabalhou na Rádio Mineira e entrou em contato com compositores amigos da noite, como Rômulo Pais, recaindo sempre na vida boêmia. O fato de não ter parado de beber e fumar, não fazer repouso absoluto e continuar pegando sereno nas madrugadas, pioraram sua tuberculose. De volta ao Rio, sentindo -se bem melhor, parou com as medicações, e jurou estar curado, mas poucos dias depois adoeceu fortemente, não conseguindo mais se alimentar e nem levantar da cama, e faleceu repentinamente em sua casa, no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos, em consequência da doença que o perseguia a alguns anos. Deixou sua esposa viúva e desesperada. Lindaura, sua mulher, e Dona Martha, sua mãe, cuidaram de Noel até o fim. Seu corpo encontra-se sepultado no Cemitério do Caju no Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipeda (https://pt.wikipedia.org/wiki/Noel_Rosa)

Vinte seis anos sem Gonzaguinha

O filho do “Rei do Baião” morreu aos 45 anos de idade em um acidente de carro no Parana

Gonzaguinha
www.gonzaguinha.com.br
Gonzaguinha
Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, mais conhecido como Gonzaguinha, era filho do cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga. Foi um dos maiores compositores de nossa música. Autor dos sucessos Comportamento Geral (censurada), Começaria Tudo Outra Vez, Explode Coração e Grito de Alerta. Morreu aos 45 anos de idade em um acidente de carro em 29 de abril de 1991.

Produção e apresentação – Luiz Cláudio Canuto

 

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/radio/materias/A-MUSICA-DO-DIA/531729-VINTE-SEIS-ANOS-SEM-GONZAGUINHA.html?utm_campaign=boletim&utm_source=radio&utm_medium=email

Vídeo – Os Romeus – “Efeito Álcool”

Show em comemoração aos 10 anos de OS ROMEUS – Teatro Martim Gonçalves – Salvador – Bahia – agosto de 2012.

Músicos
Álvaro Lemos — Voz
Tonih Vinih — Voz
Aishá Roriz — Voz
Andréa Alves — Voz
Paulo Chamusca — Guitarra
Fred Barros — Guitarra
Tadeu Mascarenhas — Teclado
Thiago Bonga – Baixo
Cezar Araújo — Bateria
Cuca — Percussão
Fábio Garboggini — Violoncello
Saulo Gama — Acordeom
Aaron Lopes — Flauta

Equipe técnica:
Direção artística — Diogo Lopes Filho
Luz — Betto Mezzottino
Som — Márcio Portuga
Maquiagem — Roberto Laplagne
Cenário — Álvaro Lemos/ Jean Luis Amorim/Queila Queiroz/Hamilton Lima
Figurino — Álvaro Lemos / Adriano Maia
Costureira — Mariza Alves
Roadie — Tatu
Produção executiva: Queila Queiroz
Filmagem: 3 H Comunicação
Cartaz: Adriano Big
Apoio: Sitorne, Physio Pilates, Teatro Martim Gonçalves

Convidados:
Cláudia Cunha
Diogo Lopes Filho
Florian Boccia
Helson Hart
Manuela Rodrigues
Nancy Viegas
Paquito
Pedro de Rosa Morais
Rui das Chaves
Sandra Simões
Jean Luis Amorim (Como o Bobo)

Agradecimentos:
Bira Freitas, Cristiano Rezzende,
Daniel Becker, Marcia Andrade ,
Mário Dias e Patrícia Lustosa

Hoje é o dia dele, o Dia do Boi

O boi Cultura - Popular - Bumba meu boitem uma serventia mais que milenar para o ser humano, a domesticação teve início há mais de cinco mil anos

Ele é o macho da espécie “Bos taurus”, da família bovidae. Sua fêmea é, com todo respeito, a vaca. E ela não se reproduz com o boi, que é castrado (para isso, ela conta com o touro). Ele é ruminante e, ao contrário do que se pensa, não tem chifre. Tem cornos, estruturas ósseas, que não possuem pele igual aos chifres. Hoje é o dia dele, o Dia do Boi. Comemore com um churrasco.

A Música do Dia é Pega teu boi, morena, com Renata Mattar.

Produção e apresentação – Luiz Cláudio Canuto

Jerry Adriani morre aos 70 anos no Rio

O cantor Jerry Adriani, ídolo da Jovem Guarda, morreu neste domingo (23) no Rio de Janeiro, às 15h30. Ele enfrentava um câncer e esteva internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Recentemente, Adriani também sofreu também uma trombose na perna direita. A família confirmou a morte do artista, mas ainda não informou sobre horário e local do enterro.

Jerry Adriani viria a Salvador em março para temporada do Café-Teatro Rubi, no Sheraton da Bahia Hotel, mas, por conta da internação, foi substituido pelo amigo Wanderley Cardoso, que lhe fez homenagem com repertório especial. Ainda em março,  duas semanas após receber alta, teve de voltar ao hospital por conta do câncer, que acabara de ser descoberto. Segundo o site oficial do cantor, ele teria onze shows agendados até dezembro.

Ícone da Jovem Guarda, Jair Alves de Souza nasceu em 29 do janeiro de 1947, no bairro do Brás, em São Paulo, adotou o nome artístico de Jerry Adriani quando começou sua carreira como cantor, em 1964. O primeiro disco foi Italianíssimo, quando cantava músicas em italiano, algo que seguiu fazendo em toda a carreira. Em 1965, o cantor passou a gravar em português, com músicas reunidas no disco Um grande amor.

Carreira na TV e no cinema – Também na década de 60, virou apresentador do programa Excelsior a Go Go, da TV Excelsior. O programa coapresentado por Luiz Aguiar era um musical com apresentações de artistas como Os Vips, Os Incríveis e Cidinha Santos. Outro programa musical que ele comandou foi A Grande Parada, no ar pela TV Tupi em 1967 e 1968. Ele era um dos apresentadores ao lado de Neyde Aparecida, Zélia Hoffmann, Betty Faria e Marilia Pera.

Além da TV, Jerry se aventurou pelo cinema. Ele cantou e atuou em Essa Gatinha a Minha (com Peri Ribeiro e Anik Malvil); Jerry, A Grande Parada; e Jerry em busca do tesouro (com Neyde Aparecida e os Pequenos Cantores da Guanabara).

Parceria com Raul Seixas – Jerry Adriani também aproveitou de sua fama para dar apoio a novos artistas e foi um dos primeiros a incentivar um então pouco conhecido Raul Seixas. Raulzito e os Panteras atuaram como banda de apoio de Jerry por três anos. O cantor gravou músicas de Raul (Tudo que é bom dura pouco, Tarde demais e Doce doce amor) e foi produzido pelo Maluco Beleza entre 1969 e 1971.

Depois da TV e do cinema, Jerry tentou a sorte no teatro. Em 1975, participou do musical Brazilian Follies, tendo ficado um ano e meio em cartaz. Após essa experiência, ele seguiu fazendo shows e gravando discos. Em 1985, lançou Tempos Felizes, com regravações dos tempos de Jovem Guarda. Em 1995, fez shows para comemorar os 30 anos da Jovem Gurda e participou como convidado especial de uma coletânea do estilo. Em 1996, voltou à música italiana, com o disco CD IO. Em 1997, teve duas músicas em trilhas de novelas da Globo: Engenho fez parte da trilha de A Indomada, e Con Te Partiró foi parar na trilha de Zazá.

Versões de Legião Urbana – Também na década de 90, saiu o disco Forza Sempre (1999),  trabalho tinha apenas músicas da Legião Urbana regravadas em italiano. Foi um dos maiores sucessos da carreira de Jerry Adriani desde os tempos da Jovem Guarda. De acordo com o site oficial do cantor, bateu a marca de 200 mil cópias.

O primeiro DVD da carreira de Jerry Adriani foi gravado em 2007, no Canecão, no Rio, Jerry Adriani Acústico Ao Vivo, que trouxe sucessos e inéditas em formato acústico. Em 2011, lançou o CD Pop, Jerry & Rock, incluindo homenagem para Raul Seixas e Tim Maia na música 2012. A ideia de cantar outros ícones da músicas brasileira e do rock rendeu ainda o show Jerry toca Raul & Elvis.

Em 2014, Jerry Adriani completou 50 anos de carreira. Ele seguia em turnê pelo Brasil.

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/single-entretenimento/noticia/jerry-adriani-morre-aos-70-anos-no-rio/?cHash=98e58b9032a010d05263499616c8c421